Inovação: Co-Criação

Uma tendência muito forte no mercado imobiliário é participação do público na concepção dos projetos.

Quando um arquiteto vai projetar uma casa ou o escritório de uma empresa, ele faz uma entrevista com dezenas de perguntas para os futuros usuários. Se você vai passar bastante tempo em um espaço, você quer que ele atenda suas necessidades.

Porém, no projeto de edifícios residencias ou comerciais, a opinião dos futuros usuários não influencia em nada o projeto.

Se eu quero viver em um bairro X, terei algumas opções de 1, 2 ou 3 quartos e todos os empreendimentos com praticamente as mesmas opções de áreas comuns.

Aqui temos uma oportunidade bem interessante para diferenciação de produto. Deixar as pessoas participarem do projeto tem duas grandes vantagens:

1 – Torna o produto mais atraente, mostrando que sua empresa está em sintonia com a atualidade.

2 – Aumenta a chance de encaixe produto-mercado, já que você terá um contato muito próximo com potenciais clientes e seus desejos.

Como faço para ouvir o cliente?

O desafio está aqui. Como dar voz à muitas pessoas de forma que as ideias sejam possíveis de implementar, inovadoras e valiosas?

Não podemos simplesmente perguntar às pessoas “O que você quer?”. As respostas serão mais do mesmo, por que quem nunca viu ou vivenciou algo fora do padrão não tem repertório para propor algo novo.

Henry Ford disse que se ele perguntasse às pessoas o que ele deveria inventar, elas diriam “Cavalos mais rápidos!”.

Para ter resultados que possam ser aproveitados, precisamos de um processo estruturado de geração de ideias que não ignorem a realidade e gerem soluções que tragam muito valor com pouco impacto sobre o custo.

Você ainda manda no desenvolvimento do produto, mas terá mais ideias e mais sintonia com os desejos das pessoas.

Formas de co-criação
Duas das melhores alternativas para desenvolver um produto com participação dos clientes são o Design Thinking e o Design Sprint.

O Design thinking é uma estrutura para resolver problemas usando a forma como os designers pensam quando estão criando um produto ou solução.

Essa estrutura tem as etapas:

Imersão – Conhecer o cliente, explorar, identificar e definir o problema.
Ideação – Gerar de uma lista grande de ideias (por grande, entende-se na casa de várias dezenas)
Prototipagem – Selecionar e desenvolver um protótipo rápido das melhores ideias
Teste – Medir reações dos clientes aos protótipos

A Cyrela usa esse método na concepção de seus produtos.

O Design Sprint é uma abordagem criada pelo Google Ventures, divisão do Google que investe e desenvolve startups.

O método é usado para criar um protótipo e testá-lo com o público em 5 dias.

Dia 01 – Unpack: Coleta de conhecimento dentro da empresa.
Dia 02 – Sketch: O grupo gera ideias e elege as melhores.
Dia 03 – Decide: Uma única ideia será escolhida para se tornar um protótipo.
Dia 04 – Prototype: O protótipo é construído e os testes são preparados nesse dia.
Dia 05 – Test: O protótipo é testado com 5 membros do público-alvo. Com base nas entrevistas, o protótipo será a base para desenvolvimento do produto.

O método foi feito para testar hipóteses quando temos um problema complexo e há muitos recursos em jogo. Um lançamento de produto imobiliário tem exatamente essas características.

No livro que detalha o método, há exemplos de testes de robôs assistentes para hotéis, procedimentos de triagem para hospitais e instruções para novos usuários de um software.

Cases no mercado nacional
Wikihaus:

A construtora gaúcha Wikihaus já desenvolveu um empreendimento que foi criado com participação do público, além disso, estão lançando o primeiro co-living no Brasil.

A Wikihaus está levando a ideia muito a sério e envolve de forma intensiva as ideias do público.

Gafisa:

A Gafisa também aderiu à ideia e promoveu uma ação onde qualquer pessoa poderia enviar ideias através de uma Fan Page no Facebook.

Tecnisa:

A Tecnisa abraçou a inovação aberta e mantém o programa Fast Dating Tecnisa, e convida pessoas com ideias relacionadas ao mercado imobiliário para apresentações.

A empresa compra ideias que considera boas, até o momento de publicação deste post, a empresa já fechou 41 parcerias com inovadores.

Como fazer um protótipo de produto imobiliário?

Como seria fácil a vida se desse para prever o que irá vender rápido ou não… Porém até o momento, ninguém descobriu o segredo.

Às vezes, ótimos produtos que parecem fazer sentido para uma região e faixa de preço acabam encalhando por anos.

Uma forma para reduzir o risco é o teste da oferta com os potenciais compradores.

Hoje temos recursos para fazer esses testes de forma rápida e econômica.

A apresentação de imagens realistas, animações e imersão com realidade virtual são muito eficazes para mostrar como um produto será. É possível construir várias versões virtuais de um produto e testar a aceitação com o público, fazendo ajustes conforme medimos as reações.

Prova disso são campanhas de lançamento com imóveis na planta. Pessoas assumem compromissos enormes com um produto que ainda não existe.

Alguns de nossos clientes já estão usando nossos serviços para testar a recepção do público, entre em contato para saber mais a respeito.

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