Tiny houses – Mini casas

Tiny houses: Revendo Hábitos de Consumo

Uma ideia que está ganhando espaço no Brasil é o estilo de vida minimalista, que questiona os hábitos de consumo exagerados.

Esta corrente cultural também influencia a ideia do que é uma casa ideal. Nos Estados Unidos, onde esta filosofia está se espalhando, as casas possuem áreas muito generosas e normalmente ficam cheias de objetos que as pessoas compram por impulso.

Vida Mais Simples em Menos Espaço

Com menos coisas, é preciso menos espaço, surgem daí as “Tiny houses” ou mini-casas, onde cabe apenas o essencial. Os modelos muitas vezes são construídos sobre rodas, o que permite mudar de endereço com facilidade. A metragem normalmente não ultrapassa 40m² e o mobiliário é adaptado para máxima funcionalidade.

No Brasil, já existe um condomínio para mini casas em Curitiba. Também podemos considerar que há um paralelo com as tiny houses na tendência de apartamentos ultra-compactos. Como exemplo nesse nicho, temos os modelos lançados pela Vitacon em São Paulo, tendo unidades de apenas 10m² no caso mais extremo.

Efeitos no Mercado

Não é qualquer pessoa que consegue viver em uma mini casa ou mini apartamento. Grande parte da população brasileira ainda considera metragens grandes um símbolo de status. Além disso, pessoas de maior estatura ou com dificuldade de locomoção teriam dificuldades com a área reduzida.

Mesmo assim, a ideia parece estar ganhando tração. Esta é uma tendência importante por que polariza as pessoas e gera opiniões muito fortes. Algumas pessoas consideram casas tão pequenas um absurdo, enquanto outras não pensam duas vezes antes de se livrar do excesso e fazer a mudança.

Do ponto de vista do marketing, este tipo de produto tem uma força incrível. Ele resolve um problema muito grande para uma fatia muito específica do mercado.

É um público que deseja ter mais liberdade. Gostam de estar perto do trabalho e não perder tempo com deslocamento. Esta tendência tem sinergia com as ideias de consumo colaborativo sustentabilidade.